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Voltar Publicada em 20/02/2026

Aluno é denunciado à Justiça de Rondônia por matar professora a facadas dentro de faculdade

Ministério Público de Rondônia denunciou o aluno por feminicídio cometido por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Juliana Santiago, além de professora de Direito Penal, atuava ativamente no combate à violência contra a mulher.

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) denunciou o aluno João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, por matar a professora Juliana Santiago, dentro de uma faculdade particular de Porto VelhoO crime aconteceu no dia 6 de fevereiro e desde então era investigado pela Polícia Civil.

Juliana tinha 41 anos, lecionava Direito Penal e era escrivã da Polícia Civil. Além disso, atuava no atendimento a mulheres vítimas de violência.

 

João Cândido foi denunciado por feminicídio cometido por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O fato de o crime ter ocorrido nas dependências de instituição de ensino também foi considerado circunstância agravante.

 

Segundo o MP-RO, o inquérito concluiu que o crime foi cometido por motivo torpe. O acusado queria ter um relacionamento com a vítima, mas ela recusou e apontou que esse comportamento não era adequado entre aluno e professor.

Ainda de acordo com a denúncia, Juliana foi atingida com quatro facadas, de forma repentina. João esperou estar sozinho com ela, dentro da sala de aula, para atacá-la.

De acordo com a Polícia Civil, a professora foi atingida por golpes na região do tórax e sofreu um ferimento no braço. Apenas uma das facadas, no entanto, foi determinante para a morte, por ter atingido diretamente o coração.

Juliana foi socorrida por alunos e levada até o Hospital João Paulo II, mas morreu antes mesmo de ser atendida.

Após o crime, João tentou fugir, mas foi rendido por um aluno que é policial militar. Imagens feitas por pessoas que estavam na instituição mostram o homem sendo contido logo após o ataque. (Veja abaixo)

O corpo da professora foi liberado levado para Salvador (BA), onde foi cremado.

Em entrevista ao g1, Aparício Carvalho, diretor-presidente da instituição, informou que o aluno foi expulso da faculdade após o crime.

 

"Nós não podemos de forma nenhuma permitir que pessoas desse nível possam estar no meio de nós. E logicamente, depois de um assassinato brutal que aconteceu em nossas dependências, nós temos realmente de tomar as providências cabíveis e excluir elementos dessa natureza do seio da universidade", disse.

Fonte: G1 Rondonia

Fotógrafo: G1


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