ROMANINI
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Voltar Publicada em 17/09/2026

Quando um Cristão Ocupa uma Posição de Influência

Nos relatos bíblicos, temos pelo menos três situações que me parecem paralelas: José na corte do faraó (Gênesis 37–50), Daniel e seus amigos na corte babilônica (livro de Daniel) e Ester na corte do rei Xerxes (livro de Ester).

O atual cenário político brasileiro é cercado por escândalos de corrupção. No meio disso está uma figura cuja identidade é declarada como cristã. Como relatos semelhantes na Bíblia podem nos servir de orientação?

Nos últimos dias temos sido surpreendidos por uma série de investigações, suspeitas e denúncias dentro do nosso Supremo Tribunal Federal (STF). No centro dessas polêmicas está o ministro André Mendonça.

Você, leitor, pode ter a mesma posição ideológica desse ministro ou uma perspectiva diferente. No entanto, é aceito pela maioria dos cristãos que ele, ministro presbiteriano ordenado, apresenta-se como seguidor de Jesus. Para um homem cristão e íntegro transitar na mais alta corte do país no atual momento político e histórico do Brasil é, no mínimo, um grande desafio.

Cenários bíblicos similares

Nos relatos bíblicos, temos pelo menos três situações que me parecem paralelas: José na corte do faraó (Gênesis 37–50), Daniel e seus amigos na corte babilônica (livro de Daniel) e Ester na corte do rei Xerxes (livro de Ester).

Essas histórias são conhecidas e merecem nossa tenção como fontes de instrução e mesmo para orientar nossas orações.

Vejamos quais características nessas histórias também podem ser alistadas com a situação do ministro André Mendonça. Em primeiro lugar, todos eles foram levados a posições de destaque pela mão de Deus. Os processos podem ter sido corriqueiros, mas cada um deles não foi elevado a uma posição de influência por manipulação pessoal ou por meio de uma luta pelo poder. Ou seja, eles não lutaram pelas posições. A lição, a partir desta característica, é que é mais importante esperar que Deus nos conduza a posições de influência do que lutar por elas.

 

A segunda característica é que viviam em e serviam um sistema corrupto. Tanto no Egito, como nas cortes babilônica e persa, a justiça, do ponto de vista de Deus, era algo distante; da mesma forma, as transações dentro do governo brasileiro lidam sempre com acordos espúrios, manobras duvidosas e até mesmo clara corrupção. Não é o ambiente em que seria fácil manter sua integridade pessoal. Cada um de nós atua em certos ambientes nos quais nossa integridade é desafiada. Neste momento, lembro-me da oração de Jesus: “Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno” (João 17.15).

A terceira característica compartilhada por esses relatos é justamente que cada um deles – José, Daniel e seus amigos e Ester – mantiveram sua fidelidade a Deus, mesmo com risco pessoal. E justamente isso fez com que Deus pudesse usá-los para modificar a própria história.

Cenário atual

Tudo o que temos ouvido do ministro André Mendonça é que ele tem sido íntegro e fiel a Deus. No entanto, sendo ele homem como você e eu, precisamos orar para que ele se mantenha assim apesar das pressões e mesmo ameaças. Eu também oro por você, meu irmão, minha irmã, que se mantenha fiel em seu ambiente de trabalho, em sua família, em sua igreja… pois nossa integridade é o que nos possibilita sermos testemunhas do poder e caráter de Deus.

Observe a instrução do Espírito Santo por meio do apóstolo Pedro em 1Pedro 3.15-16:

“Antes, santifiquem Cristo como Senhor em seu coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês. Contudo, façam isso com mansidão e respeito, conservando boa consciência, de forma que os que falam maldosamente contra o bom procedimento de vocês, porque estão em Cristo, fiquem envergonhados de suas calúnias.”

A primeira exortação é que santifiquemos a Cristo em nosso coração. Seja como vice-rei, principal conselheiro do imperador, como rainha ou como ministro do STF, importa que o lugar de Cristo em nosso coração seja prioritário, santificado. A segunda exortação é que estejamos preparados para explicar a nossa fé. Oportunidades de explicar a razão de nosso modo de viver vão surgir. (Inclusive, com uma posição de maior destaque, essas oportunidades terão maior influência. Ambientes assim são hostis e com frequência cristãos serão provocados e afrontados.) Por isso, a terceira exortação é que apresentemos nossa fé com mansidão e respeito, sem sermos arrastados em discussões fúteis, mas mantendo a boa consciência.

Conclusão

Quando assisto o turbilhão no qual nosso irmão André Mendonça está envolvido, minha oração é que ele viva publicamente a passagem acima. Oro também para que você e eu vivamos da mesma maneira no âmbito em que Deus nos colocou. Vivendo o evangelho em nosso dia a dia para a glória dele!

Fonte: Por Daniel Lima


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